Curso: A Política do Cinema Novo

Date: 10 de maio de 2018
Time: 19:30  to  21:30

CURSO: A POLÍTICA DO CINEMA NOVO – REVOLUÇÃO E CONTRARREVOLUÇÃO NO CINEMA BRASILEIRO DOS ANOS 1960

Quatro encontros: 10/05, 17/05, 24/05 e 07/06
Quando? Quintas-feiras, às 19h30
Investimento total: R$ 140,00 ou R$ 45,00 (aula avulsa, pagamento a ser realizado no dia do evento, na própria Tapera)
Onde? Na Tapera Taperá (Av. São Luís, 187, 2º andar, loja 29)

Clique aqui para fazer sua inscrição.

Perfil do público: interessados em cinema, história, filosofia, ciência política e econômica, sociologia e literatura em geral. Não é preciso ter formação específica, nem experiência prévia na área.

Para mais informações, contatar cursos@taperatapera.com.br

CRONOGRAMA DAS AULAS

O cinema novo brasileiro é um dos movimentos culturais mais importantes do século XX. Cineastas como Glauber Rocha, Léon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade e Nelson Pereira dos Santos (entre outros) empreenderam uma revolução na forma de fazer cinema no Brasil.

A frase “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, imortalizada por Glauber Rocha, expressava uma vontade de produzir obras de baixa produção que rompessem com o cinema industrial, ao mesmo tempo que expressassem uma “estética da fome”, a fim de denunciar o subdesenvolvimento brasileiro, em uma clara posição de esquerda.

Incorporando as principais novidades cinematográficas mundiais e a tradição cultural brasileira, o resultado são filmes que marcaram uma época. Ao politizarem sua estética, os cineastas engajaram-se em um
projeto de libertação nacional.

Nesse sentido, o curso pretende apresentar a trajetória do cinema novo, como um movimento político-cinematográfico, desde suas origens, suas principais referências estéticas, por meio de análise de longas e curtas-metragens e de textos das décadas de 50 e 60.

Aula #1 |10/05 | Os momentos de formação – primeira parte
Abordaremos o período de formação do cinema novo, centrando na influência dos movimentos cinematográficos mundiais e nacionais, além da conjuntura política e cultural daquela década. Assim serão abordados nesta primeira aula o neorrealismo italiano, a nouvelle vague francesa e alguns dos filmes brasileiros precursores do cinema novo. Serão exibidos trechos de Roma Cidade Aberta (1945) de R. Rossellini, Ladrões de Bicicleta (1948) de Vittorio de Cica, A Bout de Souffle (1958) de J.L.Godard, Rio 40 Graus (1955) de Nelson Pereira dos Santos, O Grande Momento (1958) de Roberto Santos; Arraial do Cabo (1959) de Paulo César Sarraceni e Mário Carneiro, entre outros.

Aula #2 | 17/05 | “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”: nasce um novo cinema brasileiro
Abordaremos nesta aula os primeiros filmes do cinema novo relacionados ao ideário do jovem grupo de realizadores no interior do movimento político-cultural da esquerda que, naquela altura, já se tornara hegemônico. Também abordaremos a recepção da crítica tanto no Brasil como no exterior. Será abordado o caráter autoral dos filmes, com suas diferenças e semelhanças no estilo, e a novidade do cinema novo em relação ao cinema dominante da década de 50 e início dos anos 60, tal como os filmes de estúdio Vera Cruz e as chanchadas. Serão exibidos trechos de O Cangaceiro (1953) de Lima Barreto, Floradas na Serra (1954), de Luciano Salce, Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha, 5 vezes favela (1961), de produção coletiva, Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra, Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, entre outros.

Aula #3 | 24/05 | Estética da Fome e o modernismo do cinema novo
Nesta aula abordaremos o manifesto “Estética da Fome”, de Glauber Rocha, escrito em 1965, em Gênova (Itália), à luz da conjuntura político e social do país no período; bem como alguns dos principais elementos do livro Revisão Crítica do Cinema Brasileiro, também de Glauber Rocha, para entendermos o ideário estético-político do grupo que se autodenomina cinema novo, ainda antes do golpe de 1º de abril de 1964.Desta forma, acentuaremos o caráter modernista do movimento, associando-o ao modernismo em outros campos da cultura, como o teatro, a literatura e as artes plásticas, aclimatando ao espaço político-ideológico da década de 60. Serão apresentados trechos de filmes de Humberto Mauro, análises de alguns trechos da literatura de Mário e Oswald de Andrade, canções da música popular da década de 50 e 60, etc.

Aula #4 | 07/06 | O cinema novo e o golpe de 1964
Nesta última aula abordaremos os filmes que procuraram responder ao golpe civil-militar de 1964, tais como O Desafio (1965), de Paulo César Sarraceni, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha. Procuraremos, assim, responder se é possível falar ainda de cinema novo, assim como foi formulado na primeira metade dos anos 60. Além disso, iremos refazer o sentido deste movimento cinematográfico à luz da conjuntura político-cultural do Brasil no pós-golpe. Revisitaremos, para tanto, alguns trechos de outras obras do cinema mundial análogos ao cinema novo brasileiro, tais como o cinema novo cubanoo underground americano, o terceiro cinema argentino, etc. Também será abordada a produção cultural desta segunda metade da década de 60, do teatro, das artes plásticas e da literatura.

SOBRE O PROFESSOR

Paulo Yasha, graduado em filosofia, obteve o título de mestre em filosofia no final de 2015, apresentando sua dissertação na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), sobre o cinema de Glauber Rocha”. Cursou bacharelado em Cinema pela FAAP nos anos 90, nas décadas de 90 e desde 2000 curtas, vídeos autorais e documentários institucionais. É professor de linguagem e teoria do cinema desde 2002 em cursos livres, no ensino médio e superior.

OBSERVAÇÕES 

1. Vagas confirmadas apenas com pagamento.

2. Política de devolução:

Se houver cancelamento até o dia 05/05, será cobrada multa de 10% do valor do curso. Em caso de desistência entre o dia 06 e 09/10, a multa será de 40% do valor do curso. Desistências até dia 11/05 (após a primeira aula) serão reembolsadas em 50%. Os valores serão devolvidos via depósito bancário a ser feito em conta de titularidade do participante inscrito.

Em casos excepcionais, por circunstâncias imprevistas, se um curso eventualmente for cancelado, todos os valores pagos serão integralmente restituídos.

3. Certificado de conclusão:

Os alunos devem participar no mínimo de 75% do curso para pedir o certificado de conclusão do curso, que será emitido em até 5 dias úteis após o término do mesmo.

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