Curso: “Aqueles Anos 20: Mário e Oswald de Andrade”

Date: 2 de agosto de 2017
Time: 19:30  to  21:00

19679302_1523289424359914_8264377939135102906_o Curso Aqueles anos vinte:  Mário e Oswald de  Andrade

Em quatro encontros  semanais, coordenados por  Carolina Serra Azul,  pretendemos estabelecer uma  visão sobre as produções que  Mário e Oswald de Andrade  desenvolveram na década de  1920, como desdobramentos  da Semana de Arte Moderna  de 1922. Os encontros serão  centrados na leitura de textos  literários em diálogos com as  artes plásticas, essenciais para  a compreensão do período.

Carolina Serra Azul é mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP, onde defendeu dissertação sobre as relações entre Guimarães Rosa e o primeiro Modernismo brasileiro. Atualmente, é doutoranda na mesma instituição, pesquisando os ecos do Modernismo no cinema e na literatura da década de 1970 no Brasil.

Quartas-feiras, 19h30 – 21h

Valor: R$70,00.
Aula avulsa: R$20,00.
As aulas ocorrem na Tapera Taperá (Av. São Luiz, 187, 2º andar, loja 29)

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÕES: https://goo.gl/forms/yOY8Xocqo6tOwRdV2

Programa das aulas

2/8: Pauliceia Desvairada, de Mário de Andrade.
A partir da leitura de alguns poemas selecionados e de trechos do “Prefácio Interessantíssimo”, discutiremos as principais características de Pauliceia Desvairada (1922), como o significado do signo arlequinal (inscrito já na capa do volume) e o uso específico que Mário faz das vanguardas históricas europeias.

9/8: Pau Brasil, de Oswald de Andrade.
Leitura de poemas selecionados do livro Pau Brasil (1925), em que Oswald de Andrade coloca em prática as ideias defendidas no “Manifesto da poesia Pau Brasil”. Discussão da linguagem poética oswaldiana deste período. Comentários sobre a obra de Tarsila do Amaral, que estabeleceu profundo diálogo com a poesia oswaldiana e fez ilustrações para o livro.

16/8: Macunaíma, de Mário de Andrade.
Leitura de trechos selecionados da rapsódia Macunaíma (1928), de Mário de Andrade, considerada uma das obras mais significativas do movimento modernista. Discussão sobre a importância de Macunaíma para o surgimento de uma nova fase dentro do primeiro Modernismo – a Antropofagia – e sobre a influência da obra na cultura brasileira do século XX, como no Cinema Novo.

23/8: A Antropofagia de Oswald de Andrade.
Leitura do “Manifesto Antropófago” (1928), de Oswald de Andrade, que marca uma nova fase do primeiro Modernismo. Discussão sobre a proposta do manifesto, que propõe um novo ponto de vista sobre a arte e a sociedade brasileiras a partir da mobilização das perspectivas de povos indígenas americanos. Comentário sobre a tela Abaporu, de Tarsila do Amaral, um dos pontos de partida para a elaboração do manifesto. Comentário sobre “A Revista de Antropofagia”, em que a filosofia antropofágica é materializada em textos de diversos escritores.

Carolina Serra Azul é mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP, onde defendeu dissertação sobre as relações entre Guimarães Rosa e o primeiro Modernismo brasileiro. Atualmente, é doutoranda na mesma instituição, pesquisando os ecos do Modernismo no cinema e na literatura da década de 1970 no Brasil.

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