Curso: Tropicalismo, vanguarda e crítica social

Date: 18 de outubro de 2017
Time: 20:00  to  22:00

O curso se propõe a abordar o movimento Tropicália, tendo em mente o seu viés artisticamente inovador e sua disposição em problematizar aspectos profundos da cultura brasileira, assim como questões pontuais que urgiam no panorama social e político da década de sessenta.

Inscrições: http://bit.ly/2xkHwAs

Investimento: R$140,00

CRONOGRAMA
18/10 – 1º encontro

Traçaremos um panorama do cenário cultural e político da década de sessenta, buscando clarificar o contexto do surgimento da Tropicália. A atuação dos CPCs, espetáculos teatrais como “Arena Canta Zumbi”, “Show Opinião” e os festivais da canção da TV Record marcam a mobilização de artistas e intelectuais em torno de uma linguagem artística que se entendia como revolucionária e se propunha a dialogar com o povo.
Glauber Rocha lança o filme “Terra em transe” que explicita as contradições e inconsistências do discurso populista e abre caminho para o tropicalismo.

25/10 – 2º encontro

No III Festival da Música Popular Caetano Veloso e Gilberto Gil despontam como grandes revelações , marcando o início da Tropicália. Abordaremos as implicações da estética tropicalista, enfocando também o trabalho de Helio Oiticica , do Teatro Oficina e a importância do resgate da obra de Oswald de Andrade. A Antropofagia, que até então permanecia como uma faceta esquecida do Modernismo de 22, ressurge como uma nova direção estética e política para as questões nacionais.

01/11 – 3º encontro

Enfocaremos a Tropicália como movimento artístico que se insere no fluxo da Arte Moderna. Partindo de movimentos vanguardistas europeus como o Dadaísmo e o Surrealismo, sua assimilação pelo Modernismo nacional e a Poesia Concreta paulista. A idéia é compreender as transformações nos processos construtivos artísticos e a disposição renovada dos artistas em interferir na realidade social.

08/11 – 4º encontro

No último encontro abordaremos a forma como os tropicalistas abordaram o problema da identidade nacional. Analisaremos detidamente algumas canções, enfocando seus processos construtivos e esmiuçando alguns conceitos e procedimentos como a Alegoria, a técnica da montagem e a noção de “popular não folclórico”.

Sobre o professor: Guilherme de Azevedo Granato obteve o título de Mestre em Filosofia no final de 2016, apresentando sua dissertação ao Instituto de Filosofia, Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto. Tem duas graduações em música: Bacharel em Música – habilitação Guitarra, pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas- FMU (2003) e Licenciatura em Educação Musical pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP (2009). Seu primeiro livro, intitulado “Vanguardas e Tropicalismo: música popular e modernidade artística” deverá ser lançado no fim deste ano.

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