Lançamento Coletivo: Relicário Edições

Date: 12 de agosto de 2017
Time: 16:00  to  20:00

20106717_1937593459818175_6190792912910890089_n Convidamos a tod@s para o lançamento  conjunto dos livros “A Retornada”, de Laura  Erber e “Como se fosse a casa (uma  correspondência)”, de Ana Martins Marques  e Eduardo Jorge. Dia 12 de Agosto, sábado,  às 16h. (IMPORTANTE: Entrada na Galeria  até às 18h!)

>>> Com leitura dos poemas dos livros por  Noemi Jaffe, Júlia Hansen, Pádua Fernandes  e Fabio Weintraub.

Sobre os livros:
>>> “A Retornada”: Neste livro de poemas, Laura Erber se lança a uma experiência limiar, do “olhar a morte nos olhos” como diria Pasolini, e ao desafio que um tal confronto coloca à escrita. “A Retornada” está igualmente marcado pela intertextualidade. É um livro de conversas tensas, onde as epígrafes têm um papel e um peso especial. Alguns poemas são construídos como espécie de resposta possível aos versos de poetas eleitos como propositores ou fantasmas amigáveis. O volume se abre com a pergunta-verso de Sylvia Plath da qual Erber se apropria e parece responder de diferentes maneiras ao longo do livro: “Posso escrever poemas? Por uma espécie de contágio?”. De Heiner Müller ela toma como provocação o trecho: “As imagens significam tudo a princípio. São sólidas. Espaçosas”. Os versos de Laura parecem seguir, justamente, “por uma espécie de contágio”, deixando-se intoxicar ou se curar pelas vozes de Marina Tsvetaiéva, Ghérasim Luca, Mallarmé, Ted Hughes, Agnès Varda e muitos outros, revelando seus pares e espelhos que, obviamente estilhaçados, nos devolvem uma constelação de outras tantas possibilidades.

>>> “Como se fosse a casa (uma correspondência)”: Durante um mês, a poeta Ana Martins Marques alugou o apartamento do amigo e também poeta Eduardo Jorge, que viajara para a França. O imóvel fica na região centro-sul de Belo Horizonte, no edifício JK, projetado por Oscar Niemeyer em 1952. Enquanto viveu ali, a inquilina trocou e-mails com o locador. As mensagens, de início, abordavam questões meramente práticas. Mas, depois, se converteram em uma troca de poemas sobre o permanecer e o partir, o morar e o exilar-se, o familiar e o estranho. Segundo o poeta Ricardo Aleixo, autor do texto de orelha da obra: “Ana e Eduardo conseguiram a proeza de compor uma obra que não apaga nem relativiza as diferenças estilísticas entre ela (sua rara aptidão para o manejo da camada fônica da palavra, com especial destaque para a composição de frases de diferentes extensões) e ele (a imageria algo desorbitada e o gosto pelas ousadas torções sintáticas)”.

+ infos em www.relicarioedicoes.com

CompartilharShare on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn