Lançamento “Oswald Pede a Tarsila que Lave Suas Cuecas”

Coletivo Água na Peneira apresenta: Devolva-me – 1º Edição
24 de outubro de 2019

Lançamento “Oswald Pede a Tarsila que Lave Suas Cuecas”

Date: 5 de novembro de 2019
Time: 19:00  to  22:00

No dia 05 de novembro, terça-feira, às 19 horas, acontece o lançamento do livro “Oswald Pede a Tarsila que Lave Suas Cuecas”, de Bruna Kalil Othero. Haverá bate-papo sobre os 100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922 com a autora e o escritor Paulo Ferraz. Entrada gratuita.

“Para Antônio Barreto, vencedor do Prêmio Jabuti e do Prêmio Cidade de Belo Horizonte, que assina a orelha de ‘Oswald pede a Tarsila que lave suas cuecas’, ‘BKO é uma legítima representante da liberdade acadêmica desses tempos. E sim, uma das atuais melhores vozes da poesia jovem brasileira!’. A coletânea de poemas, premiada pelo Ministério da Cultura em 2018, aborda de forma livre e provocativa o legado dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, acontecida em 1922 em São Paulo. Com ilustração de capa de Cristiano Suarez, eleito um dos 200 melhores ilustradores do mundo pela revista Luzers e autor do polêmico pôster da banda Dead Kennedys, ‘Oswald pede a Tarsila que lave suas cuecas’ se propõe a lavar a roupa suja dos modernistas, de forma contemporânea e bem-humorada.”

Nascida em Belo Horizonte em 1995, Bruna Kalil Othero é escritora e pesquisadora, atualmente finalizando mestrado em literatura brasileira na UFMG. Autora dos livros de poesia Poétiquase (Letramento, 2015), Anticorpo (Letramento, 2017), também organizou os volumes A Porca Revolucionária: ensaios literários sobre a obra de Hilda Hilst (Quintal Edições, 2018) e Poéticas do devir-mulher: ensaios sobre escritoras brasileiras (com Constância Lima Duarte e André Magri, Letramento 2019). Está lançando, pelo Grupo Editorial Letramento, Oswald pede a Tarsila que lave suas cuecas (premiado pelo Ministério da Cultura) e Carne, seu primeiro livro de ficção. Em 2017, foi eleita Personalidade do Ano pela Academia Mineira de Belas Artes.

Paulo Ferraz (1974) é autor dos livros “Constatação do óbvio” (1999), “Evidências pedestres” (2007), “De novo nada” (2007), indicado para o Prêmio Bravo! Prime de Cultura de melhor livro no ano de 2007 e publicado no Equador e no México. Organizou a antologia “Roteiro da poesia brasileira: anos 90” e traduziu livros de poetas mexicanos contemporâneos. Participou de eventos literários em Cuba, Equador, Estados Unidos, Espanha, México e Ucrânia. É graduado em Direito e História e doutorando em Teoria Literária e Literatura Comparada na Universidade de São Paulo. “Vícios de imanência” (2018), seu mais recente livro, foi premiado pelo 1º Edital de Livros da Cidade de São Paulo e é um dos seminfinalistas do prêmio Oceanos.

Poemas

“o matriarcado de pindorama

queimamos sutiãs
manchamos quadros de sangue
menstrual
fomos às ruas gritar
no vácuo

tarsila do amaral quando pintou-se a si
de manto vermelho
não pensava que
anos depois
viraria propaganda da boticário.”

“#abaporu2022

homem que come gente
gente que come homem
gente que come gente
homem que come homem

abaporu
come meu cu”

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