Lançamento: “Cadernos da Beá – volume 1”

Date: 16 de dezembro de 2017
Time: 11:00  to  13:00

Na manhã de sábado, 16 de dezembro, teremos o lançamento de “Cadernos da Beá – Volume 1”, uma seleção das imagens que a artista e educadora Beá Meira realizou cotidianamente em seus cadernos, entre 2007 e 2017, somando mais de 1200 páginas de representações visuais que substanciam comentários, anotações e reflexões.

Ao longo desse período, amigos e admiradores puderam acompanhar a publicação virtual do trabalho através do endereço: http://cadernosdabea.blogspot.com.br/

Cada exemplar de “Cadernos da Beá – Volume 1” reproduz materialmente parte dessa obra – em 30 gravuras, em papel de algodão hahnemühle 210 gramas. O projeto e a produção dos livros é da fotógrafa Patricia de Filippi.

A tiragem é de 30 exemplares, e três deles serão sorteados entre os convidados. Além disso, estarão à venda gravuras avulsas.

Beá Meira é formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, FAU – USP. Artista gráfica, é atuante no campo da educação. Foi professora de Arte no Ensino Médio da escola Logos, professora da disciplina de Plástica da Arquitetura, na FAU de Santos, e de oficinas no curso de Multimeios da PUC – SP. É autora de “Radix Arte”, método de ensino de artes para o Ensino Fundamental II, publicado em 2006. Entre 2010 e 2015 atuou como coordenadora pedagógica da Universidade das Quebradas, curso de Extensão da UFRJ coordenado por Heloisa Buarque de Holanda e Numa Ciro, voltado para os artistas da periferia. Desde então, participa como professora, coordenadora e artista gráfica, em projetos que visam transformar a relação entre centro e periferia na cidade do Rio de Janeiro. Nos últimos anos trabalhou na concepção de outros livros voltados para disciplina de arte para o Ensino Fundamental II: Projeto Mosaico (para a escola pública) e Projeto Arte (para escolas privadas) — e para o Ensino Médio: Arte do Rupestre ao Remix (para escola privada) e Percursos da Arte (para a escola pública).

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“Vou rabiscando sem compromisso, uso canetas coloridas, cubro tudo com tinta guache ou desenho com pincel encharcado de nanquim. Fotografo as páginas abertas, levo para o computador e continuo apagando e acrescentando, mudo a cor de tudo, aplico retícula, faço novos detalhes. As imagens falam da paisagem degenerada pelos interesses do capital, de poderes que oprimem direitos, dos desafios da cidade que deveria ser de todos e da procura por alguma beleza. Durante dez anos tenho feito este processo de forma cotidiana, desenhar é pensar sem palavras – ainda que palavras participem dos desenhos e os títulos integrem cada obra. Guardo em meus cadernos tudo que não vi, que não aconteceu, mas mesmo assim estava lá, está aqui.”

 

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