Lançamento: Narrativas da Revolução, Editora 34

Date: 5 de dezembro de 2017
Time: 19:00  to  21:00

A Tapera Taperá e a Editora 34 convidam para o lançamento de dois novos títulos da série Narrativas da Revolução.

Neste encontro, a Editora 34 promove um bate-papo entre o editor da coleção, Cide Piquet, e o tradutor de “Nós”, Francisco Araújo. Depois do lançamento dos dois primeiros livros da série – “O diário de Kóstia Riábtsev”, de Nikolai Ognióv, e “Inveja”, de Iuri Oliécha – serão lançados mais dois títulos: “Nós” (Ievguêni Zamiátin, 1924) e “O ano nu” (Boris Pilniak, 1921).

A série, que chega às livrarias em novembro pela Editora 34, apresenta cinco importantes textos elaborados na primeira década revolucionária e diretamente relacionados aos eventos da Revolução Russa, que tem seu centenário comemorado este ano. As obras dialogam com a grande tradição da literatura russa do século XIX e com vertentes do modernismo e das vanguardas russas, e permitem discutir o valor da nova literatura soviética – que sofreu incômoda comparação com os titãs do romance russo do século XIX. Na contramão desse tipo de hierarquização, Boris Schnaiderman assumiu, desde seus primeiros textos na imprensa, posição na qual apontou o estatuto de grande arte dessa nova prosa revolucionária.

Compõem a coleção os títulos: “O ano nu” (Boris Pilniak, 1921), “Viagem sentimental” (Viktor Chklóvski, 1923), “Nós” (Ievguêni Zamiátin, publicado em 1924, em tradução para o inglês), “O diário de Kóstia Riábtsev” (Nikolai Ognióv, 1926) e “Inveja” (Iuri Oliécha, 1927), em tradução direta do russo.

“O diário de Kóstia Riábtsev” e “Inveja” foram lançados também na Tapera, no dia 11 de novembro. 


Sobre os títulos

> Nós, Ievguêni Zamiátin

Tradução e notas de Francisco de Araújo
Posfácio de Cássio de Oliveira
288 p.
R$ 55,00

Escrito entre 1920 e 1921 pelo russo Ievguêni Zamiátin (1884-1937), Nós é o romance fundador do gênero distópico, tendo influenciado autores como Aldous Huxley e George Orwell. Num futuro distante, com a população mundial reduzida a 10 milhões de habitantes, instituiu-se uma sociedade controlada e mecanizada, o Estado Único. Nela não há espaço para o indivíduo, apenas para o coletivo, as pessoas não têm nomes, apenas números, e qualquer desvio é punido com a morte. Um engenheiro, D-503, escreve um diário (o próprio livro) a fim de registrar os inúmeros benefícios desse mundo “perfeito”. Entretanto, ele verá suas convicções abaladas ao conhecer uma mulher misteriosa, I-330, e passar a ter sentimentos há muito reprimidos: sonho, amor, fantasia…

O ano nu, Boris Pilniák

Tradução e notas de Lucas Simone
Posfácio de Georges Nivat
264 p.
R$ 53,00

O ano nu, de Boris Pilniák (1894-1938), publicado em 1922, capta o impacto da Revolução de 1917 em um vilarejo à beira das estepes orientais, acompanhando, no calor da hora, o declínio da nobreza rural e a ascensão dos camponeses no ano de 1919. Com sua escrita extremamente inventiva, que incorpora arcaísmos, onomatopeias, refrões e citações de crônicas antigas, o autor criou uma forma literária nova, que, como nota Georges Nivat no posfácio, está próxima das experiências do cinema de vanguarda de Dziga Vertov e Serguei Eisenstein.

Este livro faz parte da série Narrativas da Revolução, dirigida por Bruno Barretto Gomide, da Universidade de São Paulo. Publicadas na década de 1920, as cinco obras de ficção escolhidas dialogam diretamente com a Revolução Russa de 1917 e dão prova da diversidade de caminhos estéticos e da extraordinária força inventiva do período.

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