Lançamento: “Vila Buarque – o caldo da regressão”, de Marcos Gama

Imaginar o futuro: crise orgânica e pragmatismo radical
14 de novembro de 2017

Lançamento: “Vila Buarque – o caldo da regressão”, de Marcos Gama

Date: 28 de novembro de 2017
Time: 19:00  to  21:00


Tapera Taperá e Alameda Editorial convidam para o lançamento de “Vila Buarque – o caldo da regressão”, de Marcos Gama, no dia 28/11 (terça-feira) a partir das 19h.

A professora de Psicologia da USP Ecléa Bosi afirmava, calçada por décadas de pesquisa com a memória social, que o saudosismo é um direito do cidadão. E este é o direito que o autor deste romance, “Vila Buarque – o caldo da regressão”, exerce nesse momento tão dramático da história do Brasil – década de 1960, especialmente 1968.

Partindo de uma forma pouco usual, tanto para memorialistas quanto para romancistas de hoje, Vila Buarque pode parecer um pouco estranho em seu início: um policial encontra, morando nas ruas, um velho companheiro de escola e, junto com um casal homossexual também vivendo na rua, Rômulo e Remo, todos partem para um passeio à pé pela cidade de São Paulo, rememorando velhas formas de viver e fatos históricos marcantes.

Durante essa caminhada, há uma longa conversa, que segue o passo difícil da caminhada: no início, eles parecem perdidos, e os passos são mais lentos; depois, as imagens começam a se tornar mais nítidas e dinâmicas pela cidade que mudou radicalmente no século XX. O ponto alto do livro está mais para o final, quando os celerados do Comando de Caça aos Comunistas atacam brutalmente os estudantes da Faculdade de Filosofia da USP, a Maria Antonia.

Gama, então morador da Vila Buarque e hoje um policial aposentado, sem ser estudante da USP, estava do lado progressista e ajudou moças e rapazes a fugir e se organizar, cedendo a própria casa. Depois disso, nunca largou a militância, ajudando a desmascarar fraudes e acusações falsas contra a esquerda já depois do fim do regime militar.

Este relato é, ao mesmo tempo, romance e documento histórico que entrará para o seleto grupo de obras que que registraram as mudanças na cidade e nas ideias de urbanidade e civilidade entre nós em algumas décadas. Figurará nas estantes e bibliotecas ao lado de São Paulo naquele Tempo, de Jorge Americano, Belenzinho, 1910, de Jacob do Belenzinho, Ronda da Meia-Noite, de Sylvio Floreal, e Boca do Lixo, de Hiroito de Moraes Joanides.

Prefácio de José Dirceu: “Quando relembra a Maria Antônia e a luta contra a ditadura, o movimento estudantil de 1968, Gama me envolve e me confunde ao me tragar para dentro de suas memórias e lembranças: o bar do Zé, o Grêmio da Filosofia, a Quitanda, a FAU, as passeatas, a UEE (União Estadual dos Estudantes), as ocupações das faculdades, a luta pela reforma universitária, a provocação da direita e da polícia desde o Mackenzie e a tomada e destruição da Faculdade, símbolo da rebeldia, criatividade, luta do movimento estudantil, luta contra a ditadura, Ibiúna e nossa derrota, prisão e exílio”

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